As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E assim...

Bali foi certamente a viagem mais surpreendente que fiz. Talvez porque não esperasse tanto do lugar, nunca tenha antes sonhado em conhecê-lo. Talvez porque imaginasse um lugar compacto, como Fernando de Noronha, e em vez disso, tenha encontrado uma ilha imensa, cheia de possibilidades, relevos, cenários. Montanha, floresta, trânsito intenso e mar, tudo junto e misturado.

Certamente a minha primeira experiência em Bali não teria sido tão fantásticanão fosse pela Karina. Eu diria que 98% das dicas listadas no blog são dela, fruto de uma primeira visita que ela fez com o marido no verão de 2010. Acho, polianamente, que o fato de o sol não ter dado as caras full-time também contribuiu para que a Ka e eu nos dedicássemos aos templos, às caminhadas, aos restaurantes, sem a culpa tipicamente carioca de "estou perdendo uma baita praia para fazer turismo".

Foram cinco dias inteiros, como sabem, mas eu recomendaria entre 8 e 10 dias para não ficar com aquele gostinho de "quero mais". Para mim, a imagem que fica de Bali é a da bela espiritualidade da população predominantemente hindu e de práticas religiosas que em nada incomodam o turista. Muito pelo contrário. Mesmo os resorts e/ou as lojas de luxo mantêm um espaço para as oferendas aos deuses. Quando elas estão no chão, servem para neutralizar os espíritos maus. Quando colocadas no alto, são para agradecer as graças conseguidas. Isso sim me afetou. Nunca agradeci tanto pela viagem, pela oportunidade, pela surpresa.

Por fim, eu tomo coragem e recomendo a leitura do último capítulo de "Comer, rezar, amar". Ignorem os trechos sobre NY, Roma e Índia (além claro da atuação sofrível de Javier Barden) e vejam também o filme com a Julia Roberts. Apesar daquele roteiro manjado de mulher-americana-procura, tem muita coisa bacana e real sobre Bali e principalmente sobre Ubud, a selva no paraíso do surfe.

Viagens são boas para alimentar a alma, como mostra Liz Gilbert, mas eu e Karina resolvemos também alimentar o estômago, visitando pelo menos um bom restaurante por dia. Os produtos servidos são os mais frescos possíveis e os cardápios vão se adaptando às safras. Os preços também são alterados, mas Ka e eu fizemos jantares incríveis em restaurantes como Sardine e Sarong (ambos em Seminyak) por menos de U$D 50 por pessoa (com vinho, entrada, prato principal e sobremesa). Mozaic (em Ubud) foi a única exceção em termos de preço, mas é uma experiência sofisticada e única. Os produtos-base dos pratos são enfileirados na mesa para que o cliente os conheça e os aprecie. É quase um ritual.

Outros lugares como Made's WarungRumors e Cafe Bali (Seminyak) e Café Lotus (Ubud) têm preços de Baixo Gávea e um charme a mais. Representam bem a mistura que é Bali: simplicidade, conforto e sofisticação na medida certa.

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1 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Cris, que saudades de Bali!!! Ai, ai...estou lendo os posts e sonhando!
Bjs,
Karina K

20 de abril de 2011 06:31

 

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