Roteiro perfeito para três dias em Buenos Aires
(Perfeito, é claro, para mim e para o Lúcio - que teve pique na hora de me acompanhar pelas ruas portenhas!)
DAY ONE:
Depois de chegar às três da madrugada - vôo Gol direto - e trocar algum dinheiro no Banco de La Nacion, Lúcio e eu seguimos de carro agendado do Brasil para o www.fivebuenosaires.com/. O quarto, de frente para a Calle Honduras de Palermo Viejo, não era silencioso como eu gostaria, mas era uma graça.
(A gente acabou depois trocando de Medium Room para o Large # 201, quanta diferença!)


O café da manhã no sábado foi uma grata surpresa. O terraço do hotel, com piscininha e ombrelones, é mais do que aconchegante. Suco natural, leite quentinho, pães encrementados, frutas, quejos, geleia, manteiga e doce de leite. O que mais eu poderia querer?!
De táxi, seguimos para a Plaza de Mayo. Como era sábado, pudemos entrar na Casa Rosada, para olhar o lindo jardim das palmeiras e as salas onde Cristina K. se reúne com ministros e colegas presidentes.


O café da manhã no sábado foi uma grata surpresa. O terraço do hotel, com piscininha e ombrelones, é mais do que aconchegante. Suco natural, leite quentinho, pães encrementados, frutas, quejos, geleia, manteiga e doce de leite. O que mais eu poderia querer?!
De táxi, seguimos para a Plaza de Mayo. Como era sábado, pudemos entrar na Casa Rosada, para olhar o lindo jardim das palmeiras e as salas onde Cristina K. se reúne com ministros e colegas presidentes.

Uma olhadinha na Catedral, outra no Cabildo Colonial, uma terceira na fachada imponente do Banco de La Nacion - e seguimos pela Calle Florida, rua de pedestres que mistura alguma decadência com um certo glamour.
Na Florida, além de muitos camelôs, inúmeras lojinhas de Havaianas e camisetas de times de futebol, ofertas de câmbio, uma loja Havana (de alfajores) a cada quadra, duas lojas de departamento Falabella, conhecemos as famosas Galerias Pacífico, na esquina com Viamonte. Não sei por que, achava que seria cafona, mas que nada. Tem as melhores marcas e um interior deslumbrante.
Mais adiante, paramos para olhar para cima no número 1045 da Calle Florida. O edifício Kavanagh, construído em 1935 em estilo art deco, foi durante algum tempo o mais alto da América Latina: 120 metros. A gente viu um comercial de carro sendo gravado nesse cenário.

Em frente, Lúcio e eu atravessamos a Plaza San Martin, onde vimos a exposição dos ursos da paz. Vejam as fotos abaixo. Fazia muito calor, mas, mesmo assim, decidimos continuar a pé, pela Calle Santa Fé. As avenidas de BsAs são interessantes o tempo todo. Os prédios têm muita inspiração nas construções europeias, estão bem cuidados nas áreas turísticas, "eles podem ser metidos", repetia o Lúcio.
Na Santa Fe, chegamos à livraria El Ateneo, recomendada por todos que conhecem a cidade. A livraria funciona em um antigo teatro, os clientes podem tomar um café no La Imprensa ou ler sentados em um camarote. A parte destinada às crianças é inacreditável...
De táxi pela Avenida Callao, chegamos ao Buenos Aires Design - shopping com o que os argentinos sabem fazer como niguém. Fizemos compras na loja Morph (perdição para presentes) e almoçamos no Primafila (restaurante no terraço, bem gostoso, ar internacional).
Dali, passeamos pela Plaza da Recoleta. Tinha feirinha e muito turista para ver o cemitério onde está o corpo de Evita. Eu só olhei de fora, confesso. Preferi caminhar pelos cafés, como o tardicional La Biela.
Pela linda e chique Calle Alvear, passamos pelo palácio do Hotel Duhau/Hyatt e chegamos à praça Carlos Pelegrini, para ver as embaixadas da França e do Brasil. Inacreditáveis. Mais uma andadinha pela Calle Cerrito (no número 1455, pararamos para admirar a Maison Four Seasons, foto abaixo) e...

O Patio Bullrich é o Fashion Mall dos portenhos é um dos shoppings mais bonitos que já vi. Me encantei pela Mimo&Co, pelos sorvete Freddo de doce de leite, pelas bolsas Prune, por tudo da Paula Cahen D'Anvers e da Chocolate, suspirei na delicatessen Valenti e na loja de vinhos Tonel Privado. Eu até ficaria mais do que uma horinha, mas o Lúcio queria voltar para o hotel, para descansar antes de sair de novo.
O jantar foi no badalado Sucre. Que restaurante ma-ra-vi-lho-s0. Fica bem longe de Palermo Viejo, mas o charme é imbatível. Tomar um mojito com aquela parede de garrafas coloridas e iluminadas, ao som de um DJ que gosta de Bossa Nova, e depois jantar maravilhosamente bem... Chave de ouro para um primeiro dia intenso, mas nada cansativo, em Buenos Aires.

DAY TWO:
O domingo começou com uma corrida de táxi longa, de 30 pesos. Descemos nas casinhas coloridas e turísticas do Caminito, no bairro de La Boca. Foram muitas fotos na chegada, mas foi bom ter seguido até a Calle Garibaldi, onde dá pra se ter uma idéia melhor de como é a vida ali, sem muitos luxos, zero de glamour.
Não dá mais pra sair da área da Ribeira, sem visitar a Fundación PROA - um museu moderno, claro, arejado, com exposições que nem sempre dizem muito, mas o lugar é lindo e ponto. Da próxima vez, quero sentar e tomar um café na varanda. Très chic!
Outro táxi até a Plaza Dorrego, onde acontece semanalmente a Feira de San Telmo (entrada pela Calle Humberto I).


Hum, talvez esperasse mais das barriquinhas com antiguidades ou dos shows de tango. Gostei mesmo foi de tomar chopp e comer amendoim na Café Dorrego (dica maravilhosa da Pat e do Dado, vejam na foto acima) e de caminhar em direção à Plaza de Mayo pela Calle Defensa, onde vi possibilidades de presentinhos mais criativos e fiquei com vontade de conhecer o Café (francês) Petanque e a Pizza Pirilo (uma portinha apenas, cheia de jovens locais).
Da Plaza de Mayo, outra boa caminhada até Puerto Madero. Ufa, foi uma dúvida escolher entre almoçar na tradicional Cabaña Las Lilas e no mais modesto e também recomendado El Mirasol. Optamos pelo primeiro, afinal era a minha primeira vez na cidade. O ojo de bife estava bom, o arroz maluco, também. Mas o vinho FABRE MONTMAYOUR foi a melhor pedida. Assim como o café do Lúcio, acompanhado de docinhos e biscoitinhos.
Para a digestão, atravessamos a linda Puente de la Mujer até o Hotel Faena. Na maior elegância, entramos, tiramos fotos, conhecemos os restaurantes - e fiquei com muita vontade de ter tomado um drink na Library Room, com vista para a piscina. Teremos de voltar, afinal, há show ao vivo por lá de quinta a sábado à noite, assim como há apresentações de tango no cabaré do hotel, criado por um empresário local que apostou no exotismo de Philip Stark.
De taxi, chegamos a tempo de namorar a feirinha da Plaza Serrano, coração de Palermo Viejo. Me senti no Soho de Nova York. Talvez por isso o bairro seja hoje mais conhecido como Palermo Soho. Mas ainda existe algo de cidade do interior por ali... Nesse domingo à noite, por exemplo, nenhuma das minhas primeiras opções de lanchonetes estava aberta. Tudo deserto. A gente acabou comendo pizza em um boteco feioso que jamais revelarei o nome, hehe.
DAY THREE:
Ah, o bom gosto do argentino chega a ser um exagero. Assim como o Patio Bullrich, o Paseo Alcorta tem lojas excelentes como Akibara, Etiqueta Negra ou Rapsodia. Um lugar bem agradável para fazer hora ou tomar um café.
Mas o que falar do MALBA, o Museu deArte Latina de Buenos Aires, ali em frente?! Além de uma mostra de arte mexicana, com destaque para as fotos de Manuel Álvarez Bravo, passamos um bom tempo a admirando a coleção permanente do museu. Entre os brasileiros presentes, Tarsila, Beatriz Milhazes, Lygia Clark, Antonio Dias, Helio Oitica. Entre os "hermanos" latinos, Frida Kahlo, Antonio Berni, Clorindo Testa, Julio Le Parc, Diego Rivera. Amei conhecer e saber que, de arte, a gente nem sempre sabe tudo. Antes de sair do museu, paradinha obrigatória na loja megafofa.
Pernas para que te quero, o terceiro dia foi quando mais andamos. Do MALBA, passamos pelo Jardim Japonês, pelo Parque 3 (parece até o Central Park, de tão bucólico e civilizado) e pelo zoológico, de longe. Caminhamos demais até o Miranda, restaurante de parrilha moderninho que cobra 34 pesos pelo menu executivo. A gente optou pelo vizinho La Dorita de Enfrente, dica acertadíssima da Pat. O meu bife de lomo nunca mais será esquecido.
Na volta pela Calle Honduras, mais lojinhas, mais casinhas, o charme inesgotável de Palermo. Minha irmã teve a mesma impressão. Muito bom fazer turismo em BsAs, mas é ótimo voltar para a área do hotel. Depois de um breve descanso, cortamos a Calle Malabia e mais de uma hora depois, atravessando ruas, avenidas e estações de trem, chegamos às Cañitas, um bairro com cara de Leblon, cheio de predinhos bacanas e novos. A Calle Baez tem muitos restaurantes charmosos, como o Novecento (que frenquentávamos em NY) e o El Classico (estilo Degrau, onde tomamos uma cervejinha). Mas ainda quero conhecer a Pizzaria Morelia e o Sushi Club, ok, Pat?!
Os pés pediam arrego, portanto, foi um taxista que nos levou de volta a Palesmo Soho, para uma última taça de vinho no Bar 6, que tem pé direito de seis metros e uma decoração bacanérrima (cimento, tijolo aparente e placas de compensado). O Lúcio não aprovou muito o Penne a Matriciana, mas eu gostei da salada de tomates secos e brie.
Era a hora de dormir, descansar seis horas e pegar o voo de volta pra casa. Embarcamos às 6h30 de terça-feira, com muitos presentes para as crianças e um longo dia de trabalho pela frente. Haja energia.
Mas eu faria tudo de novo. Talvez com mais tempo, talvez até com menos tempo. Por mim, passarei a ter três destinos recorrentes em minhas viagens: NY, Noronha e BsAs. Para isso, o cartão de crédito ficará temporariamente aposentado. Haha.
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