As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Roça

Como este blog não é meu somente, mas é principalmente das crianças, tenho de revelar que Luca e Diana aproveitaram a fazenda do meu pai tanto quanto Fernando de Noronha. Ou seja, a segunda parte das férias valeram mais que demais. Alguns momentos igualmente inesquecíveis:



- Luca, fazendo essência de perfume, com flores, folhas e ramos de eucalipto;
- Diana, cozinhando de mentira nas panelinhas de ferro, com os mesmos ingredientes mais tomatinho-cereja esmagado;



- Os dois irmãos curtindo a rede em um quiosque coberto de árvores;
- Os dois irmãos rolando com o Batman - vira-lata fofo e amigo, que não se estressa com nada;

- Luca, solto na vida, brincando com os meninos da fazenda, o dia inteiro, sem adulto por perto;
- Luca, chegando em casa imundo, com roupas e unhas encardidas;
- Diana, tomando caldinho de feijão fresquíssimo no almoço;
- Todo mundo atacando o queijo de trança e a empada, o dia inteiro;
- Luca, queimando folha com o amigo Fabiano, usando lupa e o raio de sol;
- Dança das cadeiras de seis crianças, à beira da piscina, com o pianinho barulhento que a Diana ganhou da bisavó Maria;
- Carne de porco na chapa, na varanda da fazenda, tarde da noite, com o Luca super acordado querendo ter conversa de adulto;
- Noites sonorizadas pelos incansáveis galos;
- Pescaria que não dá peixe e um menino de honesto de seis anos: "mãe, mas eu não vou falar que pesquei nada porque não pesquei";
- Diana, perguntando tudo sobre os bezerrinhos, as vacas, os pavões, os cavalos;
- Gargalhadas pela manhã, quando o Luca corria para o quarto dos avós;
- Diana subindo e descendo do berço sozinha, na hora em que bem queria;
- Liberdade e pé sujo não têm preço.

(A terceira parte das férias foi interrompida, infelizmente, porque, com a ameaça de gripe suína, desistimos de visitar a família no Sul.)

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segunda-feira, 23 de julho de 2007

Mineirim

Quando o Luca nasceu, minha maior preocupação era que ele tivesse uma auto-estima bacana, que não fosse tão inseguro quanto eu. Investi muito nisso. Foram muitos elogios de graça, muitos beijos, muito carinho. Prestes a completar cinco anos em setembro, vejo que minha determinação teve resultado. O Luca é um poço de vaidade. Vaidade do bem.

No sábado, apesar de ter ficado seis horas (das 7h às 13h) no aeroporto do Rio antes de embarcar para BH, o Baby foi a estrela da festa de aniversário da minha avó em Abaeté, Minas. Não teve cansaço, não teve mau humor, não teve dengo. Só animação e bom comportamento, até a meia-noite. Conversou com todo mundo, tocou violão. Depois pediu aplauso, disse que tocava melhor do que a Soraia, amiga da família, cantora profissional. Fico muito prosa.

Minha prima Fafá diz que logo logo o Luca não vai querer sair de lá. Não duvido. Quando era criança, Abaeté era a melhor parte das minhas férias. Gosto imensamento do lugar. Pra falar a verdade, fiquei com muita inveja (boa) do Luca.

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