As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Agenda cultural for free

Amanhã tem vernissage dupla no Instituto Moreira Salles, na Gávea. Volpi: Dimensões da cor e Olhar direto: fotografias de Paul Srand. Queria tanto ir, mas estarei na escola do Luca, para assistir à aula de futebol pela primeira vez. Tudo bem. As exposições abrem para o público na quarta-feira e ficam em cartaz até 05 de julho, ou seja, tenho tempo.

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domingo, 8 de junho de 2008

Vergara: Paço Imperial

Meu sonho bem distante no momento é comprar uma tela de Carlos Vergara. Nem sei quanto custa, mas sei que está muito além do que conseguiria gastar. Portanto, aproveitei cada segundo da exposição de quadros produzidos por ele entre 2007 e 2008, inspirados em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.

A Veja Rio recomenda assim: "Entre as dezessete grandes pinturas em monotipia sobre lona crua, a que fica na sala onde a princesa Isabel assinou a Lei Áurea impressiona pelas generosas dimensões: tem 3 metros de altura e 7 de comprimento. Uma parede repleta de lenços de bolso pintados com a mesma técnica também chama atenção, mas surpresa mesmo causam as dez fotografias que, trabalhadas no computador, compõem mosaicos com um curioso efeito de 3D."

Essas fotos deixaram o Lúcio boquiaberto. O Luca adorou ter visões diferentes de uma mesma obra de arte, como ele gosta de dizer. Variações sobre o mesmo tema, sobre a mesma imagem.

- Irado - ele dizia.

Ou seja, quem disse que criança não gosta de museu?

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domingo, 20 de abril de 2008

Dica de cinema: "Apenas uma vez"

(Vou tentar, aos poucos, atualizar os posts e as fotos publicadas abaixo. Porém, eu não poderia deixar de recomendar a todos os românticos e/ou ex-românticos o belíssimo filme que ganhou o Oscar de melhor canção este ano.)

Vi a trilha sonora de "Once" em destaque na Virgin e hoje me arrependo o quanto posso de não tê-la comprado em NY. Mas a música não é a única paixão nesse filme, gravado em 17 dias, em Dublin, com duas câmeras na mão. As atuações dos atores/músicos principais são emocionantes, assim como o roteiro que conta a história do casal através das letras das músicas.

Uma pena os protagonistas terem avisado que não pretendem filmar outro longa. Em uma hora e meia de filme, eles falam de amor, atração, solidão, dedicação, lealdade, dignidade - como se tivessem atuado a vida inteira.

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domingo, 5 de agosto de 2007

Cinéfila

Depois do divertido e doce "Saneamento Básico - o filme", que assisti em plena quarta-feira com uma amiga do trabalho, decidi ver no sábado "As leis de família", argentino que estreara um dia antes. Recomendo muito. O filme é bom por dois motivos. Primeiro porque mostra a realidade do país vizinho e nos permite reconhecer defeitos tão nossos, como a burocracia, o jeitinho e a corrupção. Depois porque caminha livremente pela relação entre pais e filhos, entre o desejo de acertar e o desejo de servir de exemplo. Os atores são lindos. Num determinado momento, pai e filho conversam num balanço de pracinha e o olhar que o mais velho dá, meu Deus, é de encher o olho de qualquer ser humano que tenha filhos.

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domingo, 15 de abril de 2007

Força sempre

Em três anos de teatro em Nova York, confesso que nunca reconheci uma atuação como a que vi na última quinta-feira, aqui mesmo, no Teatro Vanucci, do Shopping da Gávea. O ator de nome esquisito que faz o Renato Russo é um espetáculo. A gente estranha a voz no começo, mas em meia hora sente que o ídolo do passado reencarnou no Bruce não-sei-o-quê. Chorei em muitos momentos, relembrando as músicas da minha adolescência e as reações que elas me provocavam. Caramba, eu me lembro como se fosse ontem, de um show no Jockey, em que o Renato botou pra quebrar por causa da falta de educação da platéia meio rebelde-sem-causa. Me emocionei também ao perceber que sei pouco da música que se faz hoje. Que mensagens o Luca e a Diana vão ouvir nas rádios? Quem serão os Renatos, os Herberts, os Cazuzas das juventudes deles? Será que vou compreender o recado? Ou terei de ter um "translator Tabajara" para a causa dos meus filhos? O tempo passa muito depressa. É bom pensar nisso, com toda a ansiedade, de quem no fundo é criança apesar de já ser um "pai".

"Você me diz que seus pais não lhe entendem
Mas você não entende seus pais
Você culpa seus pais por tudo
E isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?"

[Legião Urbana]

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domingo, 1 de abril de 2007

A alma imoral

Uma amiga disse que eu não deveria me preocupar com a falta de opções de programas no Rio de Janeiro. É fato que Nova York oferece muito, muito mais cultura do que o Rio. Mas a cidade tem coisas excelentes, que eu "saberia explorar porque tenho energia e curiosidade para isso", segundo minha amiga.

Foi o que aconteceu com a peça da Clarisse Niskier, que vi semana passada, num teatro do Leblon. Baseada num livro do rabino Nilton Bonder, é filosofia pura. Fala de tradição, traição, religião, contradições. Chega a ser complexa, por isso, em certo momento, Clarisse repete o que a platéia pede porque deixou pra trás quando ainda estava refletindo sobre a frase anterior. Texto super interessante e um show de interpretação.

A próxima peça será "Renato Russo", no Shopping da Gávea. Nessa, não vou sozinha. Lúcio vai junto.

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