Dia no Centro do Rio

As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

O bom de ter família longe é que as crianças têm sempre opções incríveis para as férias: fazenda, casa na beira da represa, casa de vó colada em casa de tia querida, bolo quentinho no café. O único lado ruim é que Luca e Diana ficam muito tempo dos amigos de escola, distante da programação que as mães arrumam heroicamente por aqui. Por acaso, esse ano, foi surpreendida positivamente por três colônias de férias:
Com a chuva de segunda, transferi minha aula de corrida para hoje, 8:30am. Foi difícil acordar - porque demorei a dormir depois da pizza de ontem com meus dois meninos. Então, lentamente, me dirigi para a praia, muito lentamente. Caminhei 2km e corri outros 2,5km. Treino leve, reconheço. Mas o bom é que deu tempo de levar e buscar a Di na natação (coisa rara) e ainda colar figurinhas, ler livrinhos novos, fazer quebra-cabeça, brincar com joguinhos. Meio-dia e meia, Lúcio e eu saímos juntos para trabalhar, ambos de PATINETE ELÉTRICO, e paramos para almoçar no Braseiro. O Rio tem estado bonito demais, céu muito azul, brisa geladinha. E essa história de patinete... é sélio, como diria a Diana, eu sei me equilibrar!
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- Passar um fim de semana casal, sem filhos, na brisa da Bahia, comer bem no Paraíso Tropical, dançar ao som de Akon e Tomate no Festival de Verão, me divertir com amigos baianos;
Eu corro o risco de ser condenada (!), mas, antes de criticar a alimentação de americanos, preciso fazer um mea-culpa carioca. Hoje, num lindo domingo de sol, presente de dia dos pais, resolvi acompanhar o Lúcio e as crianças ao calçadão do Leblon. Confesso que não gosto muito da combinação asfalto quente com um monte de gente, prefiro a praia em si, mas hoje encarei a Delfim Moreira fechada. Ao chegar em casa, fiz as contas: depois de um bom café da manhã no Cafeína, foram dois picolés, quatro caixinhas de estalinhos, um milho verde, sete minutos de pula-pula, e muitos pedidos para pipoca, mais picolé, balões, bolas de futebol etc.





Depois de três dias chuvosos e de trabalho (apesar do feriado...!), tiramos a barriga da miséria e as crianças de casa. Acordamos cedo, tomamos café no Talho e atravessamos o túnel. Num dia de sol e um certo frio, o Bosque da Barra parecia um mini Central Park. Me pergunto por que demoramos tanto a ir lá: alamedas limpíssimas, muito verde, pouco barulho, laguinhos, pontes, micos, brinquedos para as crianças. Luca ficou muito tempo pendurado em árvore. Uma delícia. Imagino que seja um programa de índio no verão, mas, nessa época de quase inverno, recomendo muito.
Acho que, se não trabalhasse tanto, minha vida bem poderia ser assim, como o dia de hoje: acordar cedo, levar o Luca ao judô, sofrer meia hora na Curves, torcer para o Luca no tatame, dar banho em pelo menos um dos filhos, almoçar, tomar banho também, levar Big Baby para a escola, visitar lojinhas de sonho em Botafogo (Muggia da estilista principal da Osklen, Atelier Real e MBE Off), comprar louça na JRodrigues, tomar suco de morango com abacaxi no Sanduka, almoçar salada de batata frita no Gula Gula, assistir ao meiguinho "Eu te amo, cara!" na sessão das 15h40 no Shopping da Gávea, buscar a Diana na escola, fazer hora e comprar pão de queijo no Shopping Leblon, jantar picadinho em casa, tomar banho - e botar filho pra dormir para apagar em seguida. Oh, vida boa, não teria do que reclamar. Amanhã tem mais vida mansa carioca.
Depois de ajudar a organizar no sábado um encontro (de trabalho) de 199 pessoas, de 35 cidades, em um hotel da Barra da Tijuca, consegui uma semana de miniférias. No Rio. Vou ser mãe e um pouco dondoca até o dia 04 de maio. Na minha vida real, eu não sou dona dos meus horários, nunca consigo levar ou buscar criança em colégio e, como milhões de outras mães, me sinto culpada o tempo todo. Por isso, pela primeira vez em 37 anos, vou ficar por aqui mesmo, levando e buscando o Luca e a Diana - e, por que não, aproveitando a cidade enquanto ambos estiverem na aula. Me lembro de quando reclamava porque não viajava nos feriados em NY e meu pai dizia:
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Pois é, eu queria ter descrito foto por foto das montagens abaixo, mas não consegui. Fica aqui, então, sugestões para um fim de semana espetacular como o nosso último:
Os blogs de moda amam o http://thesartorialist.blogspot.com/. As fotos são mesmo o máximo. E nos permitem ver o que estão usando as pessoas em NY, Paris, Moscou...! Viajo nos figurinos, imagino as temperaturas, as estações, os bairros fotografados. Agora, para quem quiser olhar pra dentro, pra moda de rua carioca, descobri no blog da Helena (http://meninasdachocolate.blogspot.com/) a http://www.rioetc.blogspot.com/. Tem um colorido que só quem mora no Rio de Janeiro tem.
Depois de um dia intenso de trabalho no sábado e ansiosa com a chegada das crianças (o vôo, claro, atrasou), aceitei o convite do Lúcio e fui jantar em um restaurante na Fonte da Saudade. Praticamente nunca passo por aquela área, tão simpática. Mas amei o recém-inaugurado Guy, um bistrô de esquina que tem dois donos: uma brasileira e um empresário francês que, através das câmeras, observa atentamente o movimento e o serviço no restaurante.
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No último domingo, fui do Leblon ao Arpoador, pelo calçadão, ouvindo a trilha de "Once" e admirando as pessoas. Tinha muito gringo na praia, muita gente de férias, com aquela cara boa, descansada. Eu adoro o Rio nessa época.
Depois de 12 horas trabalhando no sábado, Diana doentinha, Lúcio e Luca numa viagem a dois ao http://www.bomtemporesort.com.br/, tirei duas horas pra mim no domingo e fui à praia. Incrível como aproveito pouco esse paraíso que é a praia do Leblon. Mais precisamente a Barraca da Neusa, em frente ao Baixo Bebê. Aluguel de cadeiras limpinhas, barracas e até piscininhas de plástico para as crianças. A vizinhança parece que já se conhece de tanto freqüentar. E todo mundo se parece, na verdade, principalmente no carinho e atenção em relação às suas crianças. Voltei feliz pra casa. Almocei um filé com queijo e suco de tangerina no Balada. Fiz uma comprinha básica no Rio Design. E, à tarde, com o Lúcio, deixei o Luca em uma festinha na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao ao livre. Não pudemos ficar porque tínhamos de levar a Diana ao médico. Febre e catarro têm limite. Pneumonia branda, mais uma vez. Eu sei que muita gente vai dizer que nada tem a ver, mas duas diferenças entre a Di e o Luca me fazem pensar por que ele sempre foi mais resistente do que ela.
Faz tempo que eu queria fazer exatamente o que eu fiz no domingo de manhã. Um programa tipicamente NY em pleno Rio de Janeiro. A familia unida foi de bicicleta de casa ateh o Jardim Botänico, pela ciclovia. Fazia calor, tinha ceu azul, as arvores pareciam um oasis. Diana dispensou o carrinho, caminhou muito, se esbaldou no parquinho. Luca cismou de nos guiar na visita, uma vez que jah tinha estado no JB com a escola. Aproveitou tambem para tirar fotos, como a da bromelia, abaixo. O foco, claro, estava no automatico.
Mas, olha, nem sempre é fácil morar no Rio de Janeiro. Eu nem estou falando da moça da livraria que contou que quase morreu baleada na Linha Vermelha, ao meio-dia, no último sábado. Estou falando da dificuldade que a gente tem de se divertir na cidade.
Meu sonho bem distante no momento é comprar uma tela de Carlos Vergara. Nem sei quanto custa, mas sei que está muito além do que conseguiria gastar. Portanto, aproveitei cada segundo da exposição de quadros produzidos por ele entre 2007 e 2008, inspirados em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul.
Nesse friozinho de outono, a gente tem aproveitado as opções culturais da cidade. Luca e eu adoramos "A Casa da Madrinha", no Teatro Leblon. Muito bacana e sensível, a encenação. O Baby reconheceu a atriz de outra peça, o que me impressionou muito. O livro conhecido, de Lygia Bojunga, gira em torno de um menino da periferia do Rio e seu amigo "pavão". Alexandre, esse personagem central, aprende com o irmão, ótimo contador de histórias, a brincar com o imaginário, com a fantasia. A casa da madrinha é um porto seguro, mesmo que nunca tenha de fato existido. Acho que viajei mais do que o Luca.
Em vez de passar a manhã no calçadão, eu bem poderia ter me lembrado de ligar para a minha amiga Paulinha. Ela, o marido e os filhos foram ao já conhecido brunch do Museu do Açude, no Alto da Boa Vista. O evento é cultural e gastronômico, ao mesmo tempo. Os quitutes são da Casa dos Sabores. A música, hoje, ficou por conta de ninguém menos que Teresa Cristina. Todo primeiro domingo do mês tem, sempre com um convidado diferente. É preciso fazer reserva: 2274-3595 e 2294-9295.
O último domingo de cada mês é dia da edição do "Domingo é dia de Teatro a Um Real". O projeto existe desde 2001 em dez teatros do município do Rio. Entre eles, o Teatro do Jockey, que sempre tem uma peça bacana para as crianças. Foi lá que o Luca viu recentemente "O Nariz de Prata" e adorou. Ou seja, neste domingo... Tem teatro? Vale dar uma ligada, para perguntar!
Não sei se todo mundo assistiu ao brilhante trabalho que o Bom Dia Brasil fez no Carnaval. Uma enorme homenagem ao samba. Cerca de 20 minutos, divididos em duas edições, sobre a reunião no Morro da Urca, de 300 nomes do samba carioca, marca maior da cidade, gente da velha e da nova geração, falando de harmonia, evolução e beleza.
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