As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mulheres de Chico no quintal de casa

Sábado fizemos uma programação bem carioca. Estávamos de folga, ou seja, sem folguista para nos ajudar com as crianças. Acordamos e caímos na praia do Baixo Bebê. Diana e Luca têm alguns pontos em comum: os dois não têm medo algum de água, adoram se sujar de areia, amam biscoito Globo com mate, querem atenção o tempo todo. Pobre da mãe que não consegue fechar os olhos um segundo, para se queimar ao sol. Depois do banho, do almoço e do soninho da Diana, Lúcio fez uma picanha e eu gelei umas cervejinhas Skol. Nossos amigos Paulinha, Moreno e Davi vieram para cá. Assistimos a um DVD do U2 em Dublin, enquanto apaixonadas por Chico Buarque transformavam as músicas dele em sambinhas deliciosos. Da varanda, dava para ouvir e aproveitar.

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Baixo Leblon

Este foi o nosso primeiro carnaval todo mundo junto. Na verdade, passamos um carnaval com o Luca no Rio antes de nos mudarmos para Nova York. A Diana não existia nem em sonho. Hoje, às 17h15, estreamos num bloco de rua: "Empurra que pega", na Praça Cazuza. Foi o primeiro contato do Luca com os confetes e as serpentinas. Foi a primeira vez que a Diana viu uma bateria - e comemorou batendo palmas e balançando a cabeça. Foi a primeira vez que o Luca deu risada das fantasias, fingiu que sabia sambar, pedia água de tanto calor. Não queria vir embora, não. Mas, como eu disse ontem, amanhã, tem mais.

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Blocos

A temporada começou pra gente. Ontem teve Azeitona sem Caroço, no Leblon. Velhas marchinas, famílias inteiras, gente suada, alguns pitboys ameaçadores, gente bonita, amigos do trabalho, atores de TV, cerveja gelada de isopor, confetes e serpentinas. Tudo isso acabou às 23h, quando Lúcio e eu voltamos para casa. Civilizadíssimo. Hoje tem mais. A peruca verde-limão com óculos da mesma cor do Luca estão separados. Diana vai de bailarina amanhã, ao baile do clube.

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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Sorte

O Lúcio vai rir de mim quando vir outra foto de péssima qualidade, de celular, aqui embaixo. Mas uma história assim deixa a vida da gente mais gostosa. Antes de viajar para Brasília, na última terça-feira, fomos ver o show elogiadíssimo da Monica Salmaso. Sabia que ela tocaria apenas músicas de Chico Buarque - mas não poderia imaginar que o próprio Chico (sim!) estaria na platéia do Canecão. Só ele de famoso, mas justamente ELE, totalmente encantado com a performance da Monica e do Grupo Pau Brasil.

Quero ver quem consegue achar Chico Buarque, sob a luz mais forte, de gola branca e suéter escuro. A quatro, cinco mesas de nós.

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quarta-feira, 14 de março de 2007

Timão

Lúcio e eu não somos muito chegados a futebol. Desde que nos conhecemos, nunca vi o Lúcio saindo para uma "pelada com os amigos". Talvez por isso o Luca seja tão perna-de-pau e tenha me feito passar muita vergonha em Nova York, durante as aulas de "soccer" no Chelsea Piers.

Quando fomos visitar a escola dele aqui no Rio, vi que as meninas brincavam na casinha de bonecas e os meninos jogavam bola.

- Meu filho está perdido! - pensei.

Mas qual não foi minha surpresa hoje quando ele, do nada, chegou e disse:

- Mãe, sabe que eu sou Botafogo, corro assim, mais rápido que todo mundo e... gooool!

Detalhe: o Lúcio é gaúcho e torce pro Inter. Quem passou a dica do Botafogo foi alguém na escola. Pelo menos, é um time simpático...

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domingo, 4 de março de 2007

Festa!

Mal chegamos ao Brasil e já caímos na gandaia. Nesse sábado, teve a festa de despedida da amiga que vai me substituir no escritório em Nova York. Lúcio e eu fomos até lá para dizer o quanto ela será feliz na cidade onde tudo acontece. Foi ótimo rever as pessoas com quem trabalhei e voltarei a trabalhar. Também foi ótimo comer bolinha de queijo e dançar ao som de Roberto Carlos, Chico Science, Sidney Magal até as 3h. Ponto para o Rio. Sempre.

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Encontro romântico

Diana hoje conheceu o futuro namorado, Antonio, num café-da-manhã no excelente Alessandro & Federico, em Ipanema. Ao ser apresentada ao pretendente, que estava no colo do pai, a moça não se conteve. Empurrou a parede dos carrinhos com os pés, levantou o bumbum e soltou um sonoro pum. Se a primeira impressão é a que fica, ops, Diana terá trabalho para apagar essa imagem.

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sábado, 3 de março de 2007

Preços x Moda

Estou chocada com os preços nas vitrines no eixo Ipanema-Leblon. Ainda bem que Lúcio e eu montamos em Nova York um enxoval para nós e para as crianças. Precisar, precisar, só precisaríamos comprar alguma roupa em um ano ou mais. Mas duvido que eu resista por muito tempo. O bom gosto e a criatividade da moda carioca dão gosto de se ver. Vestidos recortados, faixas na cintura e no cabelo, retalhos bordados em camisetas, rasteiras discretamente brilhantes. Toda loja parece interessante. Carioca é vaidoso. Faz de conta que é desleixado, mas não sai à rua - nem mesmo vai à praia - de qualquer jeito. Enquanto eu tomava um café com o Lúcio, percebi que a volta da praia mais parece um desfile.

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sexta-feira, 2 de março de 2007

Viva o Rio!

O Rio completou hoje 442 anos. Dá gosto abrir o jornal e ver nas páginas de publicidade retratos de uma cidade de natureza e povo maravilhosos. Dá medo abrir o jornal e ver crimes bárbaros contra franceses e marquises que matam em Copacabana. Há muito, o que consertar nesse lugar. Mas a gente percebe um policiamento reforçado em alguns pontos e principalmente a esperança de que esse novo governo estadual seja mais sério e comprometido do que o anterior.

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quinta-feira, 1 de março de 2007

Choque térmico

Chegamos! E o calor está matando. Verão no Rio de Janeiro é bom porque a gente escuta inúmeras línguas pela rua afora, as pessoas ficam ainda mais bonitas se estão queimadas de sol, as lojas de sucos ficam ainda mais atraentes com aquela fartura de manga, mamão, tangerina, as calçadas vivem cheias, ninguém dorme cedo na cidade. A gente parece não querer outra vida. Não fossem as temperaturas acima de 35oC. Diana está sofrendo. O pescoço e os braços estão cheios de brotoejas. (Em compensação, seguindo a lei da Poliana, o descascadinho no couro cabeludo é coisa do passado.)

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