As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

I am so smart !

Adriana Maximiliano é jornalista, moradora de Washington há quase dez anos, e escreve como ninguém. Um dos primeiros blogs que li na vida era dela, que infelizmente não publica mais as crônicas do "Aqui em DC". Mas, hoje, me deparei no Facebook com o diálogo que a Dri teve com a filha. E aí confirmei que esperteza é, sim, genético.

(Sorry pelo abuso, Dri, mas eu precisava dividir isso com mais alguém. Parabéns pra Babi!)

- I don't want to go to my ice skating class today.

- You have to go. I've already paid for it.
- But this class is too hard.
...
- So you have one more reason to go. Do you remember the book "Winners never quit"?
- Yes, but I am not a winner or a loser. I am just a goer. And I don't want to go today.

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Café no apê

Quando os amigos chegam de fora... é hora de tomar café. Nesse domingo, inovei para os amigos de Paris. Além dos pães e dos frios do Talho Capixaba, além do suco de tangerina do Balada, havia empadinhas, coxinhas e casadinhos - também do Talho. Foi um brunch mineiro, eu diria. Não ficou nada pra contar história. Apenas as nossas histórias, que ficam a cada encontro mais entrelaçadas. Apesar da distância.

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sábado, 6 de dezembro de 2008

Corrente de amor

Acho que foi através do lindo blog Cria Minha que cheguei aos blogs da Cristiana Guerra. Também acho que foi através do Carioca Kids que a Grazi e o Thales (pais do André, que nasceu exatamente no dia da Diana) chegaram à emocionante história da Cris Guerra. E foi no parafrancisco.blogspot.com que eu hoje li a maravilhosa resenha do Thales sobre o livro recém-lançado da Cris. Corram lá pra ver como Rio, BH e SP estão mais presentes do que nunca em nossas vidas.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Baby, I love you!

Eu soh vi minha mãe chorar uma vez. Me lembro como se fosse ontem. Eu jah era adolescente. Fiquei em estado de choque. Baby Luca não precisou esperar tanto tempo. Quarta-feira passada, cheguei em casa aos prantos, de estresse de trabalho-obra-casa-criança-que-chora-a-noite etc. O Luca estava acordado e foi nos ombros dele que chorei. Que nem criança. Ele me abraçou forte, contei uma historinha para justificar minha "dor" e acabei aas gargalhadas, quando, surpreso, ele me olhou bem nos olhos e disse:

- Mamãe, vocë estah chorando lagrimas. Eu achei que soh criança e jovem choravam lagrimas. Adultos, eu não sabia.

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

De Curitiba para Búzios

Minha amiga Adri deu a sorte de casar, pela segunda vez, com um carinha nota 10 - de Curitiba. O Ivan não conhecia Búzios e foi nosso convidado no fim de semana. Viu o melhor do balneário. Praia vazia, sol leve, friozinho à noite, churrasco no sábado, peixe no domingo, voltinha light na Rua das Pedras. Ah, o contrafluxo é tudo de bom. Aproveitar os amigos bacanas não tem preço.

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Desde pequena

Eu sempre sonhei com que o Luca tivesse um amigo desde bebê, desde bem pequeno. Isso não aconteceu porque quando o Baby estava prestes a entrar para o colégio Batutinhas, com quase um ano e meio, nós nos mudamos para Nova York. Três anos se passaram, voltamos para o Rio, matriculamos o Luca na escola definitiva da vida dele e demos mais do que sorte: a turma é excelente - de colegas e de pais de colegas.

Mais de uma vez, falei aqui da família do João Gabriel. Não é por acaso que os olhos da Diana brilham e a menininha repete zilhões de "Abiel", quando cruza com o amigo do irmão. Nós todos nos damos muito bem, somos parceiros, conversamos sobre assuntos que não se restringem à escola.

Hoje, teve festinha da Manu, irmã caçula do João Gabriel e seis meses mais nova do que a Diana. Exatamente a diferença entre Luca, seis meses mais velho, e JG. Coincidências à parte, eu torço para que a amizade dos irmãos se repita com as pequenas. Aí a Diana, sim, poderá dizer que tem uma amiga desde pequena, desde muito bebê. Parabéns, Manu!

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sábado, 3 de maio de 2008

Balada

O dia do Luca hoje terá quase 20 horas. O Baby acordou super cedo para os padrões dele: 06h40. Ficou vendo TV até que o resto da casa acordou para o café no Talho. Pedalamos, fizemos abdominal no final do Leblon, almoçamos e o amigo Henrique passou a tarde inteira aqui. Foi uma festa. Entre outras travessuras e pés pretos, os dois fizeram um invento que poderia "explodir" a qualquer hora, com fita crepe, tesouras, gravetos, barquinhos de estimação e de madeira, lápis, um barato criativo.

Quando o Henrique foi para casa, o Lúcio apareceu com dois ingressos para o super show de motocross no Sambódromo. Perguntei se o Luca queria dormir ou se ele teria energia para mais um programa.

- É claro que eu tenho!

Pela foto, a gente vê que sim.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Encontro legal

Morar no Rio é bom porque vira e mexe a gente encontra gente conhecida pelas ruas. No Baixo Bebê, hoje, encontramos a Alice, filha de amigos nossos. Diana e Alice nasceram com um dia de diferença. E são igualmente fofas, como mostra a foto (de celular) abaixo.

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Amizade de verão

Quando cheguei à fazenda, para buscar o Luca, o Baby só falava do amigo de dez anos. Às vezes, na ansiedade típica de quem quer contar todas as novidades ao mesmo tempo, ele se referia ao Fabiano (filho de um empregado do meu pai) como "dez anos".

- Mãe, você sabia que o cavalo correu comigo e com o "dez anos". Meu amigo caiu, mãe, se machucou todo. Eu só não caí porque segurei com força no arreio.

Eu sei que o "dez anos" foi a melhor surpresa das férias na roça. O menino é educadíssimo, gosta de ler, encara qualquer aventura, não desgrudava os olhos do Luca, queria brincar, se divertir. Os cinco anos que separam o mineirinho do carioca não interferiram em nada nessa linda amizade. Ao ver o amigo no chão, machucado, o Luca chorou. De soluçar.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Por isso...

...é claro, Diana está mais no centro das atenções do que nunca. É a paixão do pai, o gênio cheio de teimosia da mãe. Só ouve o que quer, só faz o que quer, mas é simpática, a bichinha. Na rua, manda beijos e tchauzinhos à vontade. Ninguém resiste. Nem o moço que atende no açougue do Talho Capixaba, seu mais novo amigo de infância.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sorte

Vou deixar a modéstia de lado e contar que Lúcio e eu somos excelentes anfitriões. Na sexta-feira, busquei Zain e sua família no aeroporto. Os quatro estavam incrivelmente bem-dispostos. Contratei um motorista e seguiram todos para o Pão de Açúcar. Sim! Depois de muitas fotos e uma descansada no Marina All Suites, teve jantar na nossa casa: caipirinha e escondidinho de carne seca (by Jô, a gaúcha cada vez mais carioca). Foram tantas as caipirinhas, que o casal quase beijou os meus pés quando eu sugeri que as crianças dormissem no quarto do Luca.

No sábado, em resumo, Praia do Pepino, para ver as asa-deltas, Praia da Reserva, para tomar sol e Skol em lata - e Tia Palmira, para um almoço dos deuses: todos os frutos do mar possíveis, tudo fresquinho, brisa de fim de tarde, doces caseiros. Estão cansados? Fechamos o dia na Lapa: sambinha e forró no Rio Scenarium! Oh yes...!

- Reminds of New Orleans!

É verdade, a Lapa tem um quê de Quartier Latin mesmo.

Domingo, embarquei o grupo num Jeep Tour pela Floresta da Tijuca e até o Cristo Redentor. Fui para a praia com a Diana, Lúcio levou o Luca a uma festa numa simpática pracinha do Jardim Botânico. A gente estava ansioso demais. A festa dos cinco anos do Luca seria na noite de domingo.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Bebê muderno

Vocês já foram a uma "evento de fralda" sem hora pra acabar? Com DJ? Roda de samba? Cerveja, espumante, vinho e suco orgânico de tangerina? Que começasse às quatro da tarde e varasse a madrugada? Pois eu já. A "rave" de fralda do Gabriel, filho do Vinícius e da Malu, teve tudo isso - e o Luca para deixar tudo fora do lugar no belo apartamento no Jardim Botânico. Tenho de comprar um cavaquinho para ocupar esse menino.

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O sambista e a princesinha

Enquanto Luca e eu estávamos na "rave", Lúcio e Diana faziam sucesso na festa de um ano do Antonio, filho lindo de outro Vinícius com a Roberta. Pode ser que role um clima entre esses dois babies um dia. Quem sabe? Deixei a menininha pronta para o ataque: dois dentinhos serelepes, cabelos escorridos, sapatos Gap, meias francesas e vestido Jacadi que ela ganhou de presente quando nasceu. Tomara que no futuro o Antonio não resista. :-)

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Herança

Recebemos uma visita maravilhosa no fim de semana. Uma, não. Três, pelo menos. A Rê, amiga carioquinha de muito longa data, apareceu aqui em casa com a Lee, paulista de 1m80, amigona dos primeiros tempos (de estudante) em Nova York, e a filha, Natashya, de quase cinco anos. Fiquei emocionada de ver Luca e Naty juntos. Lee e eu temos hoje vidas tão diferentes: eu estou cada dia mais careta profissionalmente, ela vai morar numa comunidade alternativa na Bahia. Apesar disso, nossos filhos são parecidos, irreverentes e divertidos. Cheios de amor, parceiros toda vida.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Amigas

Só uma coisa me incomoda na nova vida carioca: tenho convivido menos do que gostaria com as minhas amigas de escola. A gente sai, vai tomar chopp, comemora aniversários e despedidas. Na foto, Paulinha, Adri e eu estamos no badalado e sufocante Two Pederneiras, em Ipanema. Não fazia bem o nosso estilo, mas a gente se divertiu mesmo assim e desejou boa sorte à Dani, que seguiu para uma temporada de estudos em Santiago de Compostela.

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Maioridade

Eu hoje saí para almoçar com um amigo de 21 anos. A gente se conhece faz 21 anos. Foi no verão de 1986 que começamos no Santo Agostinho, colégio tradicional da zona sul carioca. Apesar de muito amigos, sempre, eu e ele tínhamos pouquíssimo em comum.

Eu era uma sonhadora, ele fincava os pés no chão. Eu era carinhosa, ele era de demonstrar pouco. Eu vivia no mundo da lua, ele devorava dois jornais por dia - aos 14 anos. Eu era preguiçosa, ele era atleta. Eu queria fazer tudo junto, ele não dividia nem batata-frita no Caneco 70. Eu ficava magoada facilmente, ele não perdia tempo com isso. Eu sofria por tudo, ele queria se divertir. Eu me abria com todo mundo, ele falava apenas o necessário.

Fizemos faculdade juntos, na PUC. Depois, trilhamos caminhos bem diferentes, mas nunca perdemos contato. Sempre fomos de trocar e-mails, marcar almoços, acompanhar o crescimento dos respectivos filhos. (O Nicolas tem 8 anos; Diana e Luca, vocês sabem.) Hoje, quando a gente se encontrou, depois de pelo menos três anos, ele me perguntou:

- E aí, Cris, continua muito pisciana?!

Passou um filme na minha cabeça. Caramba, estou cada vez menos pisciana, tão diferente do que eu era em 1986. Nem melhor, nem pior. Diferente. Mais organizada, mais ligada, mais reservada. Quanto à nossa amizade?! Mudou pouco. Continuo falando mais do que ele, por exemplo. E ele continua falando o que realmente importa. Só tenho a agradecer.

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