As aventuras de Diana e Luca no Rio de Janeiro

domingo, 17 de abril de 2011

Paris blogs and afins

Pra quem planeja viajar a Paris, eu recomendo o obrigatório http://www.conexaoparis.com.br/. E hoje descobri mais dois sites beeem interessantes: http://hipparis.com/ e http://www.haveninparis.com/.

Marcadores: ,

quarta-feira, 30 de março de 2011

Paris - Jour 3

Finalmente tive meu dia cultural. Terca-feira näo eh um bom dia para museus, mas quarta eh. Depois do delicioso jantar de ontem, tive ânimo para organizar toda a mala, ou seja, dormi tarde - e hoje acordei 10h. Pulei da cama, o café do hotel e segui pela Rue du Bac, passando pela pirâmide do Louvre, até o Café Ruc, que os guias dizem ser o preferido do povo descolado da Rive Droîte. Eu näo sou nem uma coisa nem outra, mas tomei meu café com croissant numa mesinha da calcada. Suspiro: a vida é muito boa para mim. Dali, pela Rue Saint Honoré mesmo, cheguei à Colette, uma loja-conceito de design, roupas e outras cositas mas muy lindas e muy caras. Pra näo dizer que näo comprei nada, comprei maquiagem Topshop e canetinhas pro Luca. Paris é chique mas näo tem Topshop, que pena. Virando à esquerda, fui consertar outras duas falhas graves do meu curriculo. Fui conhecer a Chanel original da Rue Cambon 31 (vi, inclusive, a escada que servia de passarela para a estilista) e o belissimo Orangerie, no Jardin de Tuilleries. Tive a sensaçäo de que o museu foi feito para mim, com alguns de meus artistas preferidos: um monte de Renoir, Matisse, Modigliani, Cezanne. Além, claro, da grande estrela do lugar: Claude Monet. Foi atravessar a Concorde, de cara para o Hotel Crillon, com vista para a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, que cheguei ao Grand Palais. Lah tem sempre exposicäo legal e a de agora é um conjunto de quadros e desenhos produzidos por italianos em Roma entre 1600 e 1650. Confesso que eu näo conhecia ninguém, a näo ser um agregado, o espanhol Velasquez (contemporäneo do povo todo), mas gostei do que vi. Um jogo de luz e sombra impecavel, detalhes finissimos, uma arte quase fotografia de täo real. Aii bateu fome e eu refiz o caminho até o Café Ruc. Acompanhada do gato Ruc, local, comi o melhor croque monsieur da vida e saii toda feliz pela Rue Rivoli até o Hotel de Ville. Eu sabia que tinha uma Nike por ali e o Luca precisava ganhar a camisa da seleçäo francesa, listrada de branco e azul. A chuva que ameçava desde cedo caiu no meu caminho para a Île Saint Louis, mas tudo bem, curto Paris até debaixo d'agua. Peguei a Rive Gauche pelo Boulevard Saint Germain onde no numero 34 conheci a Dyptique original e sofisticada, com tapetes no chäo e um mobiliario de boticario de antigamente. Quanta delicadeza. Antes de voltar ao hotel, mais um cholate especial: Pierre Marcolini. Oh my....! Conta acertada, uma ultima salada no M.Henri e um taxi me trouxe até o aeroporto. Saio de Paris com a certeza de que fiz muito mais do que havia programado. As roupas de frio foram para o fundo da mala. De 15oC, vou pra casa dos 30o em Cingapura e Bali. Ainda bem que comprei protetor na farmacia mais barata de Paris. :-). Au revoir!

Marcadores: ,

terça-feira, 29 de março de 2011

Comer e rezar

Mais cafona do que comprar e começar a ler o livro "Comer, rezar, amar" com 159 anos de atraso, é comprar, ler e gostar muito... quando se está comendo loucamente em Paris (ok, não é Roma) e com passagem marcada para Bali. Não pretendo chegar aos finalmentes, afinal sou bem casada no Brasil. Mas já fui até agradecer numa capela a oportunidade de viajar - e o jantar que tive há pouco foi uma benção. Anotem: Le Machon d'Henri, 8 Rue Guisarde. Meia garrafa de Medoc recomendado pelo maître, salada com queijo de cabra quente de entrada e filet mignon de carne de porco com batatas no molho de mostarda com pimenta. Obrigada.

Marcadores: ,

Dia 2

Hoje, eu me cansei. Depois de no-ve horas de sono, mesmo com a diferença de fuso, acordei à 8h. Tomei café com croissant no hotel e, pouco antes das 9h, chegava à fila da Sainte Chapelle. Fazia tempo que eu não encarava, o lugar me parece sempre cheio demais. Cedinho nesta terça-feira, estava tranquilo. Admirei, fotografei, admirei um pouco mais e atravessei o rio Sena. Que lindo ver a île Saint Louis, a Notre-Dame, de manhã. Ainda estava frio e passei na BHV para esquentar. (Essa loja de departamento, aliás, é ótima para maridos pois tem desde produtos para jardinagem até ferramentas, eletrônicos, o que precisar em casa!) Do Hotel de Ville (a prefeitura) até o George Pompidou, um passo e uma decepção. Erro básico: não conferi o horário de funcionamento e o museu estava fechado. Snif, snif. O jeito foi pegar a Rue Rambuteau, comer um chocolatinho na Pralus (35 Rambuteau), continuar nos antiquários e lojinhas da Rue Francs Bourgeois e descansar na Place des Vosges. Paris, com sol e temperatura em torno de 15oC, fica com uma energia muito boa. Gente namorando, tocando violâo, vi um pouco de tudo. Aí bateu a fome e, pela Rue Vielle du Temple, cheguei à Rue Debelleyme e conheci o inglesinho mais badaladinho de Paris: a Rose Bakery, indicada pela minha atenta mãe. Trata-se de um Celeiro, para gente descolada, com pressa, com fome de comida saudável e barata (diferentemente do colega carioca). Couvert excelente, quiche divina, saladinha ídem. Desde a apresentação dos pratos, perfeição. Voltei pela Rue des Rosiers, coração judeu da cidade, que cheira a... falafel! (Viva a combinação de temperos na vida!) Ufa, já estão cansados? Eu estava e peguei metrô até a Champs Elisées. Adoro aquela bagunça, aquela Sephora gigante, a H&M, a  varanda do Ladurée, a turistada cheia de sacolas de marca, a gastança louca. Falando nisso, estreei numa área que até então desconhecia: a Avenue Montagne. Eu sei, é ridículo, mas em tantas vezes de Paris, nunca tinha ído. Interessante, o passeio. Vi 90% de turistas, 10% de franceses. Na Chanel, então, eu diria que os "de fora" eram 99% com seus bolsos cheios de dinheiro. :-) Nem fiquei com vergonha de entrar, haha. Mas eu gostei mesmo foi da Céline, que loja fina e elegante! Continuei andando até a Ponte D'Alma de onde fotografei a Torre Eifel. Nesse ponto, eu já estava exausta mesmo e peguei o metrô de volta. Não sem antes experimentar uma bomba de cho-co-la-te da http://www.un-dimanche-a-paris.com/. Agora estou dando um tempinho no quarto, para jantar. Vou testar o Machon d'Henri, aqui ao lado.

Marcadores: ,

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sem kids em Paris

Tirei férias da minha vida e peguei um avião pra Paris. Não que a minha vida não seja boa, na verdade ela é muito boa. Mas que mãe que trabalha que não gostaria de um tempo livre pra si, para curtir o silêncio, para olhar o que está em volta com calma. Pela primeira vez em oito anos, consegui: embarquei sem marido, sem filhos e sem trabalho por duas semanas. Meus planos eram Paris + Tóquio. Por motivos óbvios, tive de dar uma reestruturada no roteiro. Mantive duas noites Paris e daqui vou pra Cingapura e Bali. Estou num três estrelas muitíssimo fofo (http://www.hotel-paris-laperle.com/), com uma história pra contar. Quando vim visitar a Isabela Caban, grávida do Luca, conheci com ela uma creperia muito simpática, exatamente na Rue de Canettes. Não foi somente a delícia de recordar que me escolher o La Perle. A localização é espetacular para quem está viajando sozinha: central e ao mesmo tempo com silêncio de sobra. (De novo ele, precioso e raro...!)

Vamos portanto ao roteiro do dia. Cheguei de Air France às 11h, meia hora antes do previsto. Entre controle de passaporte, resgate de malas e embarque no ônibus da companhia aérea, juro, foram 36 minutos. Não sei se isso algum dia vai acontecer no Galeão, mas... a rapidez no processo me animou a pegar um dos Cars da AF, por 16.50 Euros até Montparnasse. De lá até o hotel, outros 8 Euros - o que significa uma bela economia em relação a um táxi desde o Charles de Gaulle. Quarto pronto, tudo organizado, fui pra rua. (Descansar agora, só no dia 09.)

Comecei namorando os cafés da Place Saint-Sulpice, a vitrine dos macaroons do Pierre Hermé, as bolsas da Longchamps e, seguindo pela Rue de Sevres, cheguei a um dos meus points favoritos em Paris: a Grande Epicerie de Paris, butique de comida chique do Au Bon Marché (uma loja de departamentos de roupas, bolsas, cosméticos, perfumes etc). Foram alguns minutos entre flores de sal, mostardas com ervas (Luca, comprei uma pra você!), frutas que parecem de mentira, pães cheirosos e queijos idem. Juro, eu fico tonta, com vontade de andar só de primeira classe, sem limite de bagagem, pra levar um carregamento de coisas gostosas pra casa. Vontade também dá de comprar tudo que vende em cima da Epicerie; são as marcas mais jovens do Bon Marche: Marc by Marc Jacobs, Maje, Sandro, See by Chloe. Ui, quanta beleza.

O almoço foi na pracinha ali perto, saladinha comprada no balcão, suco orgânico de laranja, comme il faut. Aproveitei que estava perto e entrei na missa da Capela da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa. Pelo sim pelo não, fui agradecer mais um grande ano, mais uma grande viagem. Depois da reza, o pecado. Minha sobremesa foi a limonada mais cara que já tomei na vida: 9 Euros. Mas, daí, como se diz no Sul, eu estava na lanchonete da loja-conceito da Hermés (17 Rue de Sèvres, ao lado do lindo Hotel Lutetia). A idade faz isso com a gente. Nunca antes na história eu tinha tido coragem de entrar nessa loja. Hoje, não estava nem aí. Entrei, sentei, tomei minha limonada com ramos de hortelã, paguei com o suor do meu trabalho, tirei foto das instalações e saí. de cabeça erguida, haha!

Ao lado da Hermès, fica a Maison du Chocolat. Aliás, pausa, desde que a minha amiga Ana Paula Brasil começou a escrever um livro sobre o tema (lançamento em breve) e o marido dela me apresentou ao chocolate 75%, mais amargo, eu me descobri viciada. Hoje visitei nada menos do que TRÊS loja de chocolate: a Maison, a Foucher (familiar, existe desde 1919) e a http://www.patrickroger.com/, um dos lugares mais sofisticados que já entrei. E assim começo a recuperar os gramas que perdi na ansiedade de viajar...!

A hora foi passando e Paris foi passando diante de mim: vi passeata de sindicalistas, vi mulheres lindas e maaaagras, vi homens bacanudos de cachecol, crianças saindo do conservatório de música, carrossel rodando em plena segunda-feira, calçadas cheias de gente matando a saudade do sol e do calor de 16oC. Comprei, claro, presentinhos pra Diana (na estonteante Repetto, um casaquinho de bailarina) e pro Luca (casaco camuflado Gap). Pra mim, comprei perfuminho Jo Malone no Bon Marché e muito protetor solar na farmácia mais barata de Paris: City Pharma, Rue Bonaparte com Rue du Four.

Como a vida está muito difícil (!), enquanto escrevo, vou me delciando com um queijo de cabra e uma baguete pequena. Não dá vontade de jantar. São nove horas, tem tanto restaurante em volta, vou tentar descer - mas e a preguiça? E a vontade de deitar, acordar cedo e começar tudo de novo? Amanhã conto mais!

Marcadores: ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Disney de RER

A gente foi de trem para a Disney. O trajeto não leva nem uma hora, eh seguro e confortavel. Pedrinho, Graziela (a prima fofa), Luca, Lucio e eu soh não tivemos sorte com a data. Seria feriado na terça-feira, ou seja, o parque naquele sabado estava lotado de franceses. O que não tirou o brilho de nossas atrações preferidas de Orlando com sotaque local: montanha-russa do Nemo, do Aerosmith, Space Mountain, o doce passeio do Peter Pan, Piratas do Caribe, Buzz Light Year, a Casa Mal Assombrada e assim por diante.

Bateu culpa por Diana não estar junto, então, nossa filhota ganhou a roupinha da Minnie e um monte de brinquedinhos para ir ganhando aos poucos. Ela merece. Estava bem em Passo Fundo, com a baba Jo, a madrinha e a familia gaucha apaixonada.

- Mamae meu - ela repetia ao telefone - te amo, papai.

Marcadores: ,

Como em NY

O domingo me lembrou Nova York. Depois da canseira da Disney e por causa do fuso horario, acordamos tarde para um longo brunch em casa. Os melhores queijos, as baquetes mais deliciosas, o papo otimo de sempre.

Mas Pedrinho estava ansioso para mostrar o Museu de Historia Natural para o Luca, com destaque para a Grande Galeria da Evolução. Os bichos empalhados revelam um cuidado imenso, a forma respeitosa com a qual o conhecimento eh dividido com as criancas. Uma reprodução de Lucy, fossil de tres milhoes de anos encontrado na Etiopia em 1974 - "a mae de todos nohs", dizia o Pedro - e o elefante que trabalhou em circo quando vivo foram palcos de verdadeiras aulas do nosso anfitrião.

- Eu sei, dizia o Luca, para tudo.
- Mas, Luca, por que voce diz que sabe tudo: Nao sabe que aprender eh tão bom quanto saber: - respondia o Pedro aos 7 anos de idade.

O Museu, que tambem tem uma galeria enorme de esqueletos e fosseis de dinossauros e animais mais jovens (!), fica no Jardin des Plantes, ao lado da mesquita. Em uma enorme alameda de folhas amareladas pelo outono, nossas crianças brasileirinhas aproveitaram um carrossel de bichos, que parecia de cinema.

No almocinho na Brasserie Les Ondes, perto de casa, o Luca provou o escargots pelos quais o Pedro eh apaixonado. Não rolou. "Não gostei do alho, mamãe, eh forte!"

Jah passava de seis da tarde quando a Sönia topou o desafio de encarar duas explosições comigo no Grand Palais: "Emile Nolde" e "Picasso et les maïtres". Adorei ambas. Principalmente a do alemão Nolde, um expressionista que teve o sucesso em vida atrapalhado pelas guerras de seu paiis. Para se ter uma ideia da injustiça, Nolde morreu em 1956 e esta eh a primeira retrospectiva dele na França. Os quadros conseguem ir da melancolia aa exuberancia em um unico circuito.

Picasso dispensa apresentações, mas gostei de ver os estudos que ele fazia de quadros de seus mestres favoritos. Não entendo de arte, mas imagino que o espanhol tenha sido um dos pintores menos preguiçosos e mais ativos desse mundo.

Marcadores:

E bate perna...!

A segunda-feira foi um dia pra nenhum guia turistico botar defeito. Tracei um plano que seguimos a risca: Lucio, Luca e eu. Abrimos os trabalhos na Notre-Dame. Como jah tinhamos lido o "Corcunda de Notre Dame", gastamos uns bons minutos imaginando se Quasimodo estaria lah, com os sinos que badalaram no momento em que chegamos ao lugar.

Apesar da chuva fina, caminhamos pela apaixonante Ïle Saint Louis, onde morou a musa Camille Claudel. Amo duas lojinhas na rua principal: a Pylones (que existe em diversos outros lugares de Paris e NY) e a Arche de Noë - de brinquedos educativos e irresistiveis. Ainda não era meio-dia e o Luca queria um capuccino. A Berthillon (dos famosos sorvetes) não abre nem segunda nem terça. O jeito foi sentar em outro cafeh para ver a chuva passar.

Descansadas as pernas, fomos conhecer a Place Dauphine, na Ïle de la Cite, dica da Isabela. Que coisa mais fofa. Andamos mais, andamos mais, de olho nas bicicletas de aluguel, mas sem coragem de botar o Luca em uma delas.

Na Rue du Bac, depois de olhar de loooonge o d'Orsay e o Louvre, vi lojinhas incriveis de decoração, garanti medalhinhas da Nossa Senhora da Medalha Milagrosa para amigos e familia e entrei em transe com o bom gosto do Bon Marche - uma loja chique de departamentos.

No stand do Marc Jacobs, que eu amo de paixão, não coseguiria comprar nem um broche, então, desci para La Grande Epicerie, no terreo: um mundo de temperos e coisinhas geniais para a cozinha. A gente gastou um bom tempo para escolher a nossa nova mania: a flor de sal de Guerande. A Sönia explica a excelëncia desse produto como ninguem, mas encontrei esse resuminho na internet:

"A melhor e a mais rara forma de Sal, a Flor de Sal é a fina camada cristalizada na superfície das salinas em dias de vento, quentes e secos. Coletada a mão, seca ao sol e ao vento, a Flor tem um sabor incomparável. Guérande, na província francesa da Bretagne, é sua melhor origem."

Voila! O azeite nunca mais serah servido sozinho...!

Mais andanças ateh o comercio da Rue du Four, passando pela Suprafarma lotada na esquina com Rue Bonaparte (meu amigo Luizinho diz que os melhores cosmeticos tem aqui os melhores precos), pela Clif (com seus sapatos caretinhas de couro italiano) e pela Du Pareil au Meme (a Baby Gap francesa que vestiu o Luca depois de uma temporada de liqüidação em que ele ainda estava na barriga!). Ah, o Euro...

O jantar foi no Chez Paul - por coincidencia recomendado por dois amigos diferentes: Zeca e de novo Isabela. Que delicia de ambiente, de bairro, um clima maravilhoso de boemia e segurança. Dah pra ser feliz fora do Brasil, tomando vinho nacional.

Marcadores:

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pour les enfants

Depois de dias nublados, o sol de terça-feira combinava com a programação da hora. No Bois de Bologne (que, no feriado por causa dos 90 anos da I Guerra Mundial, parecia Central Park aos domingos), entramos no Jardin d'Acclimatation. Quem quer que viaje com crianças para Paris TEM de conhecer. Tem fazendinha, pracinhas de areia, pais com seus filhos de todas as idades, brinquedos da nossa infância, bate-bate, montanhas-russas, chapeu mexicano, muito espaço, muita beleza. O Luca amou. Disse que tanto quanto a Disney. Surtou ao escalar essa enorme "aranha", da foto abaixo.

Chegou exausto à brasserie da Printemps, a famosa loja de departamentos. O Phillipe Starck realçou a linda cúpula de vitrais no teto ao posicionar mesas espelhadas para os clientes. Luca conseguiu derrubar uma cadeira, o que nos matou de vergonha. Risos. Mas a comidinha estava ótima. E eu nunca vou me esquecer de que foi lá que provei de sobremesa o famoso Mont Blanc da Angelina.

Estava na hora de bater perna na Champs Elysees. Luca e Pedro se encantaram com a La Grande Recree, uma lojona de brinquedos, com todas as marcas americanas e francesas: bolinhas de gude e material para maquetes são a nova mania da dupla. E eu passei uma hora sozinha na Sephora, nem acreditei. Arrematei produtinhos da MAC, do Shu Uemura, do Givenchy, tudo exatamente como planejei, com tanta antecedência, ainda no Rio.

Marcadores:

Surpresa e contratempo

Que glória que é saber que você (eu, no caso) ainda tem muito a aprender sobre arte. Por exemplo, na quarta-feira, dia 12, fui a uma das exposições mais interessantes da minha vida. Até fevereiro, o Museu Luxemburgo, no jardim de mesmo nome, abriga algumas das 862 obras que pertencem ao empresário português José Berardo. "De Miró a Warhol" deixa bem evidente o gosto eclético e corajoso do colecionador. Muitos dos quadros, reconheci de longe. Mas amei os trabalhos, para mim inéditos, de Lourdes Castro, Maria Helena Vieira da Silva, Lucio Fontana.

Depois de almoçar em casa um delicioso cassoulet da lata (uma espécie de feijoada de feijão branco, lingüiça e carne de pato, comprada em supermercado, semi-pronta), Lúcio, Luca, eu, Pedrinho e Graziela (prima do Pedro) seguimos na linha 7 do metrô do Palais Royal/Louvre até La Villette, um mundo de ciência na ponta de Paris.

Houve um contratempo aí. Eu não conferi direitinho os horários. Optei por assistirmos primeiro um filme em 3D (uma versão reduzida de "Mosconautas") e andar de simulador Cinaxe (sobre os mesmo Mosconautas). As crianças adoraram, nós adultos também - mas fiquei com pena de não conhecer as outras exposições, onde não dava pra entrar depois das 16h. Queria muito ver nossos visitantes-mirins com a mão na massa, nas experiências.

- Ah, Cris, o museu é público, os funcionários vão embora cedo - me explicou a Sônia, já acostumada ao ritmo 35 horas de trabalho do francês por semana.

Marcadores:

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Les Marais

O aniversário era da nossa amiga Sônia mas quem ganhou presente fui eu. Enquanto o Luca e o Lúcio decidiram subir a Torre Eiffel (no momento em que agricultores franceses faziam seu protesto com ovelhas no Campo de Marte), Sônia e eu batíamos perna no Marais. Ah, o Marais!

Nosso ponto de partida foi o Hotel de Ville, seguindo pela calmíssima Place Sainte Gervais, pela Rue Pont Louis Philippe (papelarias chiques, galerias), pela Rue François Miron (o número 13 sustenta as paredes tortas de uma casa do século XV e a Sentou, loja de decoração com peças do Noguchi), continuando pelo imperdível Hotel des Sens (que já serviu de cenário para as excentricidades da Rainha Margot, que tem uma bola de canhão cravada no muro e hoje é uma biblioteca pública), a Village Saint Paul (um conjunto de prediozinhos com antiquários) e um café para descansar no solzinho de 12oC na Place des Vosges.

O que mais poderíamos querer? Rue Franc des Bourgeois! Uma ao lado da outra, MAC, Khiels, Camper, Chaise Longue, Estephan - eu poderia passar o dia por lá. Mas precisávemos (!) almoçar/comemorar no KONG! No topo da loja do Kenzo, a linda vista que a Rue Pont Neuf pode oferecer, uma comida razoável e a decoração fresca de Philippe Starck.

De volta ao Marais, caminhei mais um pouco pela Rue des Rosiers (comprei chá verde com flores da Provence na Marriage Freres), pela Blanc Manteaux (valeu, Bela, pela dica da Les Touristes, com suas batas indianas, seus cheirinhos e paninhos parisienses) e retornei para o Hotel de Ville.

Era hora de pegar o ônibus, voltar pra casa, trocar de roupa e jantar com os amigos na tradicional Veaudeville, brasserie freqüentada por parisienses, em frente à antiga Bolsa. Porções pequenas e deliciosas. Sopinha de cebola, rodelinhas de cordeiro, hum...!

Marcadores:

Good-bye, Paris!

O último dia em Paris foi longo. Achei que o vôo para o Brasil seria cedo, mas que nada. Saímos de casa para o aeroporto somente às 20h. Diante disso, a manhã foi de caminhada pelo Quartier Latin, com destaque para a Rue Saint Andre des Arts. Visitamos lojinhas, saboreamos crepes de Nutella, passamos por barracas de frutas, verduras, crustáceos - e entramos na Eva Baz'Art (uma espécie de Pylones, mais voltada para a cozinha).

O Luca acompanhou bem o passeio pela Rue de Buci, pela Rue Bonaparte (onde suspirei pelos macaroons coloridos da Pierre Hermés, pela doçura da marca Berenice e pela chiquérrima Max Mara), pela Rue de Four (onde comprei uma sapatilha Repetto para a Diana) e seguiu firme até o Le Procope, restaurante de 1686, conhecido pelo Coc Au Vin. "Parece um museu", reparou o Baby depois de conhecer o segundo andar, lindíssimo.

Eu ainda não estava pronta para a despedida. Depois que o Luca e o Lúcio pegaram o ônibus para casa, desci na casa de chás Angelina, na Rue de Rivoli, para um último Mont Blanc de sobremesa. Depois de dar um pulo no Jardin de Tuilleries, fui conhecer a Colette, na Saint-Honoré. Acho que não consegui compreender tanto "conceito" na loja mais moderninha do mundo. Achei interessante, mas distante, confesso.

Ainda deu tempo de brincar com o Pedrinho, fazer os últimos ajustes nas malas, tomar banho, conversar, provar chocolates, brindar com champanhe sem álcool... mas o Charles de Gaulle nos aguardava. A greve dos pilotos da Air France não impediu que o nosso avião saísse rigorosamente no horário. Quarenta por cento dos vôos interenacionais foram suspensos. O nosso, para a alegria do Lúcio, não.

Marcadores:

sábado, 1 de novembro de 2008

Quarto de criança

Achei dicas de lojas muito fofas de artigos de decoração para crianças, em Paris, claro, no excelente www.conexaoparis.com.br. Acho que não terei tempo de visitar, mas os endereços estão anotados.

Habitat Kids - 35 avenue Wagram 75017 - www.habitat.fr
Roche Bobois - 10 rue de Lyon 75012 - www.roche-bobois.com
Zerendipity - 17 rue des Quatres- Vents - 75006 - http://www.serendipity.fr/
Zara Home Kids - boulevard de la Madeleine 75009 - www.zarahome.com
Sentou Galerie - 26 boulevard Raspail 75007 - www.sentou.fr
Via - 33 avenue Daumesnil 75012 - www.via.fr

Marcadores: , ,

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Moda fresh

Quem diria que uma dica do Glamurama me interessaria tanto! Olha o que a turma descolada da Joyce Pascovitch trouxe essa semana: "Um fenômeno interessante está acontecendo na moda parisiense: o destaque das “middle brands”. Marcas hypadas com preços e qualidade que chegaram ao mercado, posicionadas entre as gigantes de fast-fashion e grandes marcas. Com um estilo urban-chic estão a Maje e a ba&sh , seguindo a linha meio vintage vem a Manoush e, para as minimalistas, a Sandro. Quatro marcas que prometem." Serah que eu vou conseguir conhecer pelo menos uma dessas lojas...

Marcadores: ,

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sao tantas emocoes...

Eu tenho escrito quase nada aqui porque a vida real anda meio tumultuada, no bom sentido. Lucio voltou depois de 38 dias de viagem, Diana não desgruda um segundo da gente, Luca passou uma belissima semana em Passo Fundo rodeado de atenção e diversão, a obra na cozinha avança enquanto a gente se vira com refeições improvisadas na sala - e eu tenho trabalhado longas horas. Não posso reclamar da vida principalmente porque viajaremos na primeira semana de novembro para Paris. A vida pode ser bela.

Quero passar frio, andar de sobretudo, ver Picasso espalhado pela cidade, conhecer o novo museu do Jean Nuvel, tomar cafeh em cada esquina, fazer comprinhas, inventar programa de criança, tomar vinho nacional, comer bife com fritas, provar steak tartare recomendado pelo Lucio (que, em seus 38 dias fora, dormiu uma noite a Paris), seguir todas as dicas que a minha amiga quase francesa Isabela passou.

Depois eu conto tudo. Mas antes quero postar as fotos de uma semana que para o Luca foi inesquecivel. Passo Fundo.

Marcadores: , ,

sábado, 27 de setembro de 2008

Make up now!

De tanto ouvir maravilhas sobre ele - principalmente no divertido blog da Victoria, linkado ao lado - estou louca para conhecer alguma loja Shu Uemura, para comprar o famoso curvex (!) e "outras cositas mas". Descobri uma lojinha em Paris, que não serah complicada de achar: 176 Boulevard St-Germain, 6e, St-Germain-des-Pres.

Marcadores: , ,

Chaussures

Enquanto aguardo (ansiosamente) as dicas da Isabela, minha eterna parisiense que acaba de voltar de Paris, escrevo aqui o nome de uma sapataria maravilhosa, que conheci quando estava gravida do Luca. A http://www.clif-paris.com/ foi recomedação da minha mãe. O scarpin de salto quadrado que comprei em 2001 jah me salvou dezenas de vezes. Alias, sempre que estou em duvida sobre o que calçar, eh ao Clif que recorro.

Pelo site, vocës verão que os modelos são bem classicos, alguns ateh masculinos. Mas o couro eh "veramente" italiano, existem numeros intermediarios, conforto eh palavra de ordem. A pagina da loja inaugurada em 1978 e vizinha dos cafes mais famosos de Paris me surpreendeu. Tem dicas da cidade, de restaurantes a hoteis, para diversos gostos e bolsos.

Marcadores: ,

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cineminha em casa

Depois dessa orgia de boteco, o Luca foi brincar na casa de um amigo, nós aproveitamos a Diana, passeamos com ela pela Letras & Expressões e fomos buscar DVDs para depois que a pequena caísse no sono.

E assim assisti finalmente a dois filmes "mulherzinha". O primeiro foi feito sob medida para a Izzie, de "Grey's Anatomy". Bem sem gracinha, "Vestida para casar", mas tem NY, tem roupas fofas, música bonitinha, Edward Burns - quem se lembra de ter lido que cruzamos com ele em uma festa de aniversário do Luca em Manhattan? Mais: na época, a Diana herdou uma bata linda que a mulher de Burns, Christy Turlington, deu para a irmãzinha de um amigo do Luca. Dá pra acreditar?!

A teoria de que todo mundo, de alguma forma se conhece, é um dos pontos tratados em "Dois dias em Paris", um típico Woody Allen, feito pela linda Julie Delpy. Ah, Paris. Ah, os franceses, sempre intensos, cultos, instigantes. Julie brinca com as diferenças entre um americano casado com uma francesa, entre quem quer crescer e quem não quer compromisso, entre quem é machucado e quem não se importa. No filme, os personagens conversam sem parar, como se estivessem naquele eterno boteco que é a nossa vida. Muito bom pra sonhar e refletir.

Marcadores: , ,

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

+ um bistrô

Tem viagem em que a gente só pensa em compras e museus. Tem viagem em que a gente só pensa em comida e museus. Paris, em novembro, vai misturar os dois estilos. Hoje, depois de passear pelo itgirls e chegar ao site da RGVogue, conferi algumas dicas das irmãs Capeto sobre a capital francesa. Segundo a Juliana C., o bistrô imperdível é http://www.chezjanou.com/. Não deixem de assistir ao filminho, tãããããããão chique!

Marcadores: ,

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bistrô

Eu ontem almocei e jantei no Lorenzo, bistrô recém-inaugurado no Jardim Botânico. Derrapei no almoço, mas acertei no jantar. Não deveria ter ousado no mexilhão com fritas. Grande, sem comparação com o que comia no belga perto de casa em NY. Mas, porém, à noite, por recomendação da minha amiga Quetinha, provei um excelente bife de vitela à milanesa. A saladinha de rúcula com tomate cereja merecia um risotinho de limão para acompanhar, mas a Quet's vai reclamar com o dono, posso ficar tranqüila. Porque eu quero voltar, de pereferência com ela e a Lu, amiga de trabalho, de gravidez e agora de escola das crianças. E, por falar em filhos, eu comecei a pesquisar restaurantes "child-friendly" em Paris, para levar o Luca em novembro. Achei esse bistrô bacaninha, da foto acima. Ainda não consegui descobrir se o Bistrot d'a Cote Flaubert é freqüentável ou se os preços são apenas pra gente grande.

Marcadores: ,

 
Free Web Counter
Website Hit Counters